Ozônio e COVID19

OZÔNIO UMA OPORTUNIDADE INCRIVEL.

APRESENTAÇÃO DAS OPORTUNIDADES DO GÁS OZÔNIO PARA CONTROLE, MITIGAÇÃO E ELIMINAÇÃO DE AGENTES BIOLÓGICOS E QUÍMICOS, CONHECIDO NO MUNDO A DÉCADAS, MAS POUCO DIFUNDIDO NO SEU POTENCIAL NA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DO PLANETA.

CONHEÇA ALGUMAS GRANDES POSSIBILIDADES E TENHA A CONVICÇÃO DE SER UM GRANDE ALIADO AO COMBATE A PANDEMIA DA COVID-19.

O USO DO OZÔNIO COMO MÉTODO PREVENTIVO AO COVID-19

Dentro do atual surto de coronavírus (SARS-CoV-2) causador da Covid-19, o estudo discute e apresenta conceitos para o desenvolvimento de equipamentos que operam no processo de desinfecção de alto nível em superfícies, equipamentos de uso geral, pessoas, animais, água e alimentos. O uso de tecnologias baseados em gás ozônio se apresenta como uma estratégia de alta prioridade no desenvolvimento e aplicação desses métodos, podendo favorecer de forma significativa na prevenção e atenuação do contágio. Serão apresentados conceitos e tecnologias fundamentados nos conhecimentos sobre a ação do gás ozônio no universo microbiológico como um potente germicida, bactericida e em especial um excepcional viruscida.

1. INTRODUÇÃO

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 18 de março de 2020, os casos confirmados da Covid-19 já haviam ultrapassado 214 mil em todo o mundo. Não existiam planos estratégicos prontos para serem aplicados a uma pandemia de coronavírus – tudo é novo. Se há algo positivo que aprendemos como indivíduos e sociedade no mundo todo a respeito da pandemia global de Covid-19, é que a tecnologia nos abriu uma porta por meio da qual entram soluções e esperança em um cenário de incerteza e confinamento. Os projetos apresentados neste documento vão de encontro, com as urgências atuais e fundamentadas em descobertas já reconhecidas no meio científico, que aqui são transformadas em soluções práticas.

1.1 OZÔNIO

O gás ozônio (O3) é produzido a partir da fusão de três átomos de oxigênio, que na natureza é encontrado na forma gasosa na estratosfera. Atualmente com as novas técnicas é possível produzir o ozônio, a partir do oxigênio puro ou uso de ar atmosférico comprimido, utilizando-se fonte de energia elétrica condicionadas de forma apropriada (altas voltagens e frequência elevadas). As moléculas de oxigênio são separadas, produzindo assim radicais livres altamente reativos, que imediatamente se recombina formando moléculas de Ozônio. No entanto a utilização do ozônio e seus estudos não podem ser patenteados devido ao fato da sua existência na natureza (NOVAK; YUAN, 2007; MATOS NETO et al., 2012). O ozônio apresenta odor característico percebido em concentrações de até 0,015ppm (0,01mg/L). Altamente instável; o gás e conseguido através de combustão, por irradiação de UV ou pelo efeito corona (descarga elétricas, mais utilizado para sua produção comercial). Também utilizado com um dos desinfetantes mais poderosos, é cerca de 50 a 100 vezes mais eficaz e 3000 vezes mais rápido na desinfecção em comparação com o desinfetante mais popular (o cloro), e os efeitos de sua ação são visíveis. A principal vantagem da utilização do ozônio na desinfeção é o fato de o ozônio pode ser gerado no local e somente quando necessário. Também não há necessidade de monitorar os efeitos colaterais da desinfecção, pois não existem, o resultado do processo é a destruição do agente alvo e produção de oxigênio.

2. O OZÔNIO NA MEDICINA

Os benefícios da ozonioterapia foram testados pela primeira vez na primeira guerra mundial, nas queimaduras, fistulas infectadas, gangrena gasosa e feridas devido a suas propriedades bactericidas. No entanto é uma técnica terapêutica utilizada há séculos (SUNNEN, 1988; TRAVAGLI, 2010). No entanto a utilização do ozônio só foi possível a partir de 1857, após a descoberta por Siemens de como obter o gás de forma sintética e controlada (volume e concentração). Seus benefícios e aplicações foram difundidos nos tratamentos de tuberculose, reumatismo, asma, gota e glaucoma em humanos, sendo utilizado como forma de tratamento em alguns países (SANCHEZ, 2008). No Brasil, a ozonioterapia vem sendo utilizada desde a década de 70, na medicina humana é aplicada principalmente nos tratamentos de alterações circulatórias. Já na Medicina Veterinária seu uso é mais recente, mas está atraindo novos adeptos e gerado novas pesquisas (SILVA et al., 2014).

Manifestação da ABOZ (Associação Brasileira de Ozonioterapia)

A ABOZ vem a público manifestar que, embora sejam conhecidas e reconhecidas internacionalmente as propriedades bactericidas , fungicidas e virustáticas do ozônio medicinal, até o momento não se tem notícia de qualquer trabalho científico publicado que relacione o uso do mesmo e o fortalecimento do sistema imunológico frente à infecção por COVID 19, até por ser este um agente microbiológico de presença recente em nosso meio. (SOUZA, 2020).

Reconhecida pelo Sistema de Saúde de várias Nações, a Ozonioterapia já é praticada há várias décadas nos 5 continentes. Seus benefícios comprovados são diversos, na Alemanha por exemplo, este procedimento médico faz parte dos tratamentos pagos pelos seguros-saúde do governo.

Como é a ozonioterapia ao redor do mundo?
Figura 1: Aplicação da Ozonioterapia no mundo

Fonte: aboz.org.br

Uma preocupação para a produção de um gás ozônio medicinal se dá pelo equilíbrio entre o oxigênio e o ozônio, sendo a proporção ideal 95% de oxigênio e 5% de ozônio, devido a este fator deve-se utilizar aparelhos geradores confiáveis para uma produção de ozônio seguro (SANCHEZ, 2008). Devido à grande instabilidade da molécula de ozônio, deve-se produzi apenas no momento da sua aplicação. O médico deve possuir um aparelho confiável que consiga medir a concentração de ozônio por meio de instrumentos dedicado, assim gerando um ozônio seguro e não tóxico. Sempre utilizando materiais resistentes ao ozônio como o aço inoxidável, titânio ou teflon e nunca usar matérias à base de poliuretano (BOCCI, 2011). Existem vários artigos relatando curas de diversas enfermidades como as doenças infecciosas agudas e crônicas, queimadura, escaras de decúbito, herpes zoster, úlceras diabetogênicas, infecções hepáticas, peritonite, candidíase, vírus, papiloma vírus, bactérias, fungos, parasitas e vários outros tratamentos no homem e em animais utilizando a terapia por ozônio ou em conjunto com outros métodos terapêuticos (TRAINA, 2008). Na América Latina a ozonioterapia é utilizada como forma de tratamento de feridas, principalmente em pacientes diabéticos que naturalmente possuem uma dificuldade maior em suas cicatrizações (HERNÁNDEZ E GONZÁLEZ, 2001).

3. EXPERIÊNCIAS, CASES E ESTUDOS COM O GÁS OZÔNIO

O ozônio é um ótimo purificante de água, possui ação antioxidante, eliminando os radicais livres e uma grande variedade de patógenos, atualmente já possui diversas aplicações no tratamento de águas e efluentes. Na Suíça, centenas de piscinas, em ambientes abertos ou fechados, são equipadas com tratamento de ozônio e cresce esta tendência no mundo, eliminando o cloro e seu efeitos danosos na formação de organoclorados, podendo provocar, alergias moderadas e intensas e até mesmos favorecendo surgimento do câncer, portanto deve ser evitado. Na odontologia pode ser utilizado para a higienização dos equipamentos, diminuindo a formação de “biofilme” bacteriano. Possui ação anti-inflamatória devido a inibição da prostaglandina, fazendo com que a oxidação responsável pela degradação das células não se manifeste (VELANO et al., 2001; SCHWARTZ; SÁNCHEZ, 2012; BERNAL, 2013). Sua capacidade oxidativa promete ser no futuro próximo uma excepcional ferramenta para ampliar a qualidade da vida humana, devido à destruição de esporos e vírus, como também na decomposição de produtos tóxicos e poluentes, mas também porque o seu uso gera economia, pela redução da necessidade do tratamento da água.

Na publicação Ozone in water treatment – Aplication and Engineering os pesquisadores Langlais, Reckhow e Brink indicam casos de aplicação prática do ozônio:

• Remoção de ferro e manganês
• Redução de cor
• Controle de teste e odores.
• Eliminação de produtos químicos orgânicos sintéticos
• Remoção de partículas
• Remoção de algas
• Desinfecção em geral
• Controle de subprodutos de desinfecção
• Destruição de agrotóxicos.
• Estabilização biológica

Como destaque:

• Efeito da pré-ozonização das águas do Rio Siene inativação e remoção de vírus – Paris-FR.

4. O OZÔNIO E SEUS EFEITOS EM AGENTES PATOGENICOS.

4.1 ESTUDOS TÉCNICOS – DESINFECÇÃO DO AR

Os microrganismos podem ser fontes de diversos tipos de contaminação, em um ambiente clínico por exemplo, bactérias podem causar surtos perigosos, neste sentido o ozônio com baixas concentrações pode ser usado como desinfetante químico para matar bactérias e vírus.  O tempo de contato é alterado dependendo do grau de desativação desejado, como pode ser visto na figura 2

Figura 2: Tendências médias de remoção de patógenos com tratamento com ozônio

Fonte: pfss.be

Para muitas aplicações é necessária uma redução de 99,99% de bactérias que corresponde a uma redução de 4 logs. Para um grau de desativação mais alto, a solução é facilmente adaptada para fornecer maiores concentrações e tempo de exposição, até esporos de bactérias podem ser destruídas. A figura 2 aplica-se o tratamento em salas e dutos de ventilação. O ozônio pode ser utilizado para limitar a propagação de microrganismos transportados pelo ar nas indústrias de alimentos e no armazenamento de alimentos, ou ainda em ambientes semelhantes .  

Em aplicações alimentares, a migração de microrganismos dentro da planta acelera o processo de decomposição microbiana, com um tratamento de ozônio o processo é adiado facilmente por vários dias, sem danificar os alimentos.

Ao contrário da indústria de alimentos, onde os armazéns geralmente não são tratados, os hospitais têm altos requisitos de limpeza e dispõe de higienização frequente para reduzir a propagação de patógenos, isso geralmente ocorre por meio de desinfetantes químicos. Embora esse método tradicional seja eficaz, foi demonstrado que as práticas tradicionais de limpeza e desinfecção manuais são geralmente subótimas³[3]

            Os motivos da falha na higienização podem ocorrer devido ao não cumprimento do protocolo, podemos destacar como exemplos a diluição incorreta do agente de limpeza, e ainda, estrutura da superfície dos equipamentos sendo ineficazes em certos materiais. Em um ambiente hospitalar, essas discrepâncias aumentam o risco de propagação de patógenos entre áreas e pacientes. As tecnologias automatizadas sem toque são boas adições às práticas de higienização (Boyce, 2016 ).

Tecnologias não sensíveis ao toque incluem o uso de lâmpadas UV (ultravioleta) e produtos químicos dispersos como aerossol ou gás que desativa microrganismos. Comparado a outros métodos de tratamento para desinfecção do ar- o ozônio pode desinfectar com grande eficácia grandes volumes de ar, neutralizando microrganismos e vírus Desta forma o ozônio se mostra efetivo para a desinfeção em aplicações médicas, como  hospitais ou salas de espera de consultas médicas e semelhantes Um fator importante que permite economia é o tempo em que o agente de limpeza pode desativar ativamente as bactérias, em comparação como demonstrado na figura 3.

Também é razoável pensar que estender a aplicação desta técnica em outros ambientes, também resultaram em grandes benefícios, como, em ambientes de grandes concentrações de pessoas, estações de ônibus, trens, metros, mercados, shopping, grandes escritórios, Callcenter etc.

Figura 3:

Fonte: pfss.be

A figura 3 mostra que os tempos de contato variam muito. O método de higienização UV geralmente têm uma janela de tempo muito curta para irradiar o ar, portanto, é necesária muita energia para garantir a desativação suficiente nesse curto período. A higienização com soluções líquidas tem limitações pelo tempo necessário para secar as superfície, enquanto que o ozônio continua atacando as bactérias até sua decomposição natural em oxigênio, nesta lógica entende-se que as soluções de ozônio aumenta significativamente a economia de energia e a eficiência na desinfecção, visto que o ozônio é produzido no local e quando necessário, eliminando recursos extras para o manuseio e armazenamento de produtos químicos perigosos, além disso, nenhum resíduo químico permanece após o tratamento, pois o ozônio se decompõe naturalmente em oxigênio, tornando o ambiente saudável. Em termos de uso, a distribuição como gás permite que o ozônio alcance superfícies complexas para higienizar atingindo pontos difíceis de limpar. 

Estudos mostraram que baixas concentrações de ozônio são capazes de desativar bactérias e vírus, reagindo com ácidos graxos insaturados na membrana plasmática, certas proteínas da superfície e DNA. No entanto, para lidar com vírus e bactérias estáveis, são necessárias concentrações mais altas de ozônio, associadas com água, tornando o ar mais úmido. Em um ambiente clínico, os geradores de ozônio podem reduzir o risco de patógenos que se espalharem quando novos pacientes entram em salas previamente ocupadas, e também podem ser usados ??após a higienização dos ambientes para reduzir o risco de disseminação de agentes infecciosos pelo fluido corporal deixado pelo paciente anterior.

5. POTENCIALIDADES DO OZÔNIO

5.1 POR QUE O GÁS OZÔNIO PODE SER EFICAZ NO COMBATE AO COVID-19?

Com uma densidade maior que o ar é apresenta ótima solubilidade, o ozônio, tornando-o um desinfetante ideal para sua utilização em ar e a água. Elimina organismos únicos e multicelulares com baixa especialização celular, isto é, bactérias, vírus (incluindo COVID-19) e fungos. Seu tempo de permanência é de cerca de 30 minutos.

Até hoje, não foi cientificamente confirmado que se diz que qualquer microrganismo se tornou imune ao efeito desinfetante do ozônio.

5.2  O QUE PODE SER DESINFETADO COM OZÔNIO?

  • Desinfecção de ambientes (quartos, casas, porões, armazéns, escritórios, lojas, vestiários, hotéis, hospitais etc.)
  • Desinfecção de automóveis – remoção de odores desagradáveis ??e germes
  • Desinfecção de ar condicionado
  • Remoção de mofo
  • Aplicar em edifícios inundados destruindo odores e germes patogênicos.
  •  Tratamento de água potável, reduzindo ferro, manganês entre outras matérias orgânicas e inorgânicas.

6. OZÔNIO: UMA ALTERNATIVA EXPRESSIVA PARA O COMBATE DO COVID-19

Por mais de 100 anos, o ozônio, considerado um matador de vírus na natureza, tem sido amplamente utilizado por pessoas para desinfecção, esterilização, desodorização, desintoxicação e branqueamento, graças à sua forte oxidabilidade. A eficácia do ozônio na destruição de bactérias e vírus não está só relacionada apenas à sua: concentração, temperaturas, umidade e tempo de exposição, mas também ao conhecimento e tecnologia apropriada a cada aplicação.

De acordo com os resultados do experimento sobre como o ozônio mata o vírus da SARS, conduzido pelo laboratório nacional P3, liderado pelo professor Li Zelin, o ozônio é eficaz para matar o vírus da SARS inoculado nas células renais de macacos silvestres, atingindo uma taxa de mortalidade de 99,22%. O vírus encontrado na cidade de Wuhan (China) e o SARS,  pertence a classe “Coronavírus”. Os pesquisadores descobriram que o novo coronavírus (COVID19) é 80% semelhante ao vírus da SARS em suas sequências genômicas, com este dado os pesquisadores afirmam ser razoável, prever que o ozônio seja igualmente eficaz – na prevenção e controle do contágio novo coronavírus – COVID 19.

Segundo Zelin o ozônio, embora altamente eficaz para a esterilização e desinfecção, causará desconforto ou irritará as membranas mucosas quando atingir um certo nível de concentração. Portanto, deve ser usado com cautela, controle e conhecimento sobre suas aplicações, porém é definitivamente uma arma muito poderosa contra a atual pandemia. Se o ozônio puder ser usado com controle e apoio da ciência, teremos uma solução eficaz para matar o novo corona vírus e mantendo o ar limpo e rico em oxigênio em ambientes de circulação de pessoas, podendo ser usados em hospitais, fábricas, espaços públicos em geral, transportes públicos fechados e residências lotadas.

Zhou Muzhi é professor da Universidade Keizai de Tóquio e presidente do Instituto de Pesquisa Urbana Cloud River.

  •  CONCLUSÃO

       Se o ozônio puder ser usado com controle da epidemia e com apoio da ciência, teremos uma solução eficaz para auxiliar na eliminação do  novo corona vírus, mantendo o ar limpo e rico em oxigênio em espaços fechados, espaços abertos,  transportes públicos em geral, agua potável, aguas residuárias, alimentos etc.

       O gás de ozônio pode ser controlado a um nível seguro existe, instrumentos, controladores, analisadores acessórios e um série de dispositivos capazes de ter domínio completo para o uso do Ozônio em infinitas aplicações através de tecnologias diversas já disponível  e eficazes, dessa forma o ozônio poderá ser mais facilmente usado pelas pessoas, deste de ambientes críticos como Hospitais e até mesmo a uso domésticos tornando esta gigantesca ideia ser amplamente socializada e de uso para todos.

       Devemos abandonar o “preconceito” do ozônio, e resolver o enigma do gás de ozônio explorando suas características para uso humano. Devemos, sim, garantir a ajuda do ozônio no momento da nova epidemia de coronavírus.

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Edson De Sousa Mendes.
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Tradução e adaptação: Edson de Sousa Mendes

Devemos trabalhar juntos para fazer bom uso do ozônio para derrotar a epidemia.


[1] Edson de Souza Mendes – Gestor ambiental – CREA-SP 507062994

[2] Associação Brasileira de Ozonioterapia

[3] Subótimas